Triagem visual: as diretrizes de atenção para a saúde ocular na infância

Responsável por grande parte do desenvolvimento psicomotor do bebê, a visão é uma grande aliada na educação. De acordo com a OMS, anualmente 500 mil crianças ficam cegas, e 80% desses casos poderiam ser evitados com um diagnóstico precoce. Por isso, a triagem visual é imprescindível para que a visão dos recém-nascidos se desenvolva e ele possa aprender gestos e condutas sociais. Entenda aqui as diretrizes de atenção para a saúde ocular na infância, assim como os equipamentos oftalmológicos a serem utilizados em cada etapa.

Diretrizes de atenção nas diferentes fases da infância

Criado diretamente pelo Ministério da Saúde, as diretrizes de atenção são como um verdadeiro manual de conduta para profissionais do ramo. Confira:

Pré-Natal

Durante o pré-natal, o atendimento se baseia na identificação de situações de risco e intervenção. 

O primeiro passo é a análise da condição em que as crianças estão expostas e que podem afetar a visão dos recém-nascidos, sendo elas: 

> História familiar e gestacional

> Fatores hereditários

> Infecções

> Exposição às drogas

> Medicações

> Fatores nutricionais e metabólicos

Já a intervenção se baseia na orientação aos pais sobre esses diversos fatores e suas consequências, ou o encaminhamento para unidades especializadas em gestação de alto risco.

Neonatal

O atendimento neonatal pode acontecer em três diferentes localidades: a sala de parto, alojamento conjunto e unidade neonatal. Em cada uma a análise deve ser feita de uma forma diferente.

No local do parto, a triagem visual deve ser feita como uma inspeção ocular e anexos (como íris, pupila e córnea).

No alojamento conjunto deve ser feita a inspeção de fatores de risco, a inspeção ocular e o teste do reflexo vermelho, que é realizado com um equipamento oftalmológico chamado oftalmoscópio. 

Já na unidade neonatal é feita apenas a inspeção de fatores de risco.

Crianças de 0 a 3 anos

Nesta idade, o atendimento se baseia na identificação de situações de risco, junto a ela se dá início à análise de história patológica pregressa, sendo estas: 

> Radiação

> Acidentes, traumas e maus-tratos 

> Malformação congênita e síndromes 

> Alterações neurológicas 

> Prematuros 

> Infecções sistêmicas e locais 

É feito também feita a inspeção ocular, anexos e uma avaliação funcional, que buscam identificar se a visão dos recém-nascidos está acompanhando o desenvolvimento natural. Junto a isso também é feito o teste do reflexo vermelho.

Para uma triagem visual mais rápida e completa, o  Spot Vision Screener é um equipamento oftalmológico de alta tecnologia, sendo a opção ideal até para pacientes não cooperativos a partir de seis meses de idade. Basta configurar a máquina e, com até um metro de distância, o exame é feito em segundos.

Crianças de 3 anos e 1 mês a 5 anos

Assim como na fase anterior, para crianças desta faixa etária a triagem visual se baseia em quatro etapas:

> Identificação de situações de risco e de história patológica pregressa

> Avaliação funcional

> Inspeção ocular e anexos 

> Teste com Spot Vision Screener

Crianças de 5 anos e 1 mês a 10 anos

A mesma triagem indicada na etapa anterior se mantém, entretanto um exame de acuidade visual passa a ser feito.

Crianças e adolescentes de 10 anos e 1 mês a menores de 16 anos

Para crianças dessa faixa etária, o mesmo processo de avaliação deve ser feito.

Entender todas as diretrizes pode até parecer um grande desafio, considerando que a visão da criança passa por uma evolução muito rápida e, por isso, os protocolos de atendimento possuem grandes particularidades. 

Mas não há o que se preocupar, com equipamentos oftalmológicos de qualidade, como o Spot Vision Screen todo o processo se torna mais rápido e fácil. Saiba mais sobre o assunto em: 5 dicas para escolher a melhor empresa de equipamentos oftalmológicos e 7 equipamentos oftalmológicos essenciais para o seu consultório.

Posts Relacionados

Capa do artigo
Brasileiros não vão ao oftalmologista. Saiba como você pode mudar isso!

Brasileiros não vão ao oftalmologista, a não ser em casos emergenciais. É o que aponta uma recente pesquisa feita pela Clínica de Oftalmologia Integrada (COI) a nível nacional, com o intuito de entender um pouco melhor o comportamento dos pacientes.  

Os resultados revelam que aproximadamente 47% dos entrevistados vão ao oftalmologista apenas 1 vez por ano, enquanto outros 30% marcam uma consulta apenas quando apresentam algum problema na visão. Um cenário um tanto preocupante, considerando a importância de se fazer consultas oftalmológicas preventivas a fim de detectar quaisquer anomalias ou potenciais causas de cegueira, mas que pode ser revertido, com algumas medidas.  

Estar munido de boas tecnologias oftalmológicas é extremamente importante, mas não basta focar apenas nos equipamentos. É preciso pensar de forma mais abrangente e considerar práticas como:  

 

  • Campanhas de conscientização: Educar a população sobre a importância da saúde ocular e do papel do oftalmologista na prevenção e tratamento de problemas de visão. Neste caso, o profissional pode atuar em lugares nos quais possa se comunicar com seu público-alvo, como escolas, universidades, empresas e comunidades locais. 

 

  • Parcerias com outras instituições de saúde: Trabalhar em conjunto com clínicas, hospitais, postos de saúde e ONGs pode ajudar a aumentar o acesso da população aos serviços e aparelhos oftalmológicos. 

 

  • Consultas populares: Oferecer consultas populares ou descontos para pacientes de baixa renda pode ajudar a tornar o serviço oftalmológico mais acessível para aqueles que não têm condições financeiras de pagar por uma consulta particular. Essa prática é de extrema importância para ajudar no diagnóstico e prevenção de diversas patologias que podem ser a causa da cegueira. 

 

  • Investir em tecnologia e equipamentos: Aparelhos oftalmológicos modernos e tecnológicos podem tornar os exames mais precisos e eficazes, aumentando a confiança dos pacientes no profissional, e reforçando a importância das consultas preventivas. 

 

  • Participação em eventos e feiras de saúde: Esta pode ser uma maneira eficaz de divulgar os serviços oftalmológicos e educar a população sobre a importância da saúde ocular e das consultas e tratamentos preventivos.  

 

  • Utilização de mídias sociais e marketing digital: Utilizar as redes sociais e o marketing digital pode ser uma maneira eficaz de alcançar ao público-alvo e divulgar os serviços oftalmológicos para aqueles que estão mais distantes dos centros urbanos. 

 

É importante reforçar que 75% dos casos de cegueira no mundo poderiam ter sido evitados, caso a população tivesse a conscientização necessária para procurar os médicos para exames e tratamento preventivos. Buscar um oftalmo apenas em casos de emergência não é apenas ruim para o paciente, como também para o próprio médico. Por isso, é essencial que os profissionais da área busquem, cada vez mais, colocar em prática essa comunicação direta, além de estarem constantemente atualizados com o que existe de mais tecnológico no mercado da oftalmologia. 

A Advance Vision, empresa do grupo JL Health que atua no setor da saúde desde 2002, traz ao mercado brasileiro plataformas com tecnologia oftalmológica de ponta, facilidade de manuseio e segurança na operação. Para saber mais sobre o portfólio de produtos oferecidos, entre em contato com a equipe comercial 

Leia o artigo
Capa do artigo
10 motivos para você ter um retinógrafo na sua clínica

Você, como médico oftalmologista, sabe melhor do que ninguém que o Teste do Reflexo Vermelho (TRV) é um importante exame de triagem de doenças nos olhos dos bebês no momento do nascimento da criança, mas você pode ter o auxilio do RetCam para uma avaliação mais profunda . Dessa forma, a recomendação é que se faça uma avaliação com o retinógrafo mais ampliada, principalmente em crianças que tenham no histórico familiar doenças de fundo.

Hoje, a tecnologia mais avançada do mercado em mapeamento e avaliação de retina é o retinógrafo, conhecido também como Retcam.

Veja a seguir 10 motivos para você ter um retinógrafo na sua clínica:

  1. Avalia a retina com precisão;
  2. Mapeia 130 graus do globo ocular;
  3. Detecta diversas enfermidades oculares;
  4. Não há contraindicações em seu uso;
  5. Examina com rapidez e alta precisão;
  6. Fornece imagens fotográficas de alta resolução;
  7. Oferece, no monitor, a opção de ajuste das imagens por brilho, contraste e equilíbrio de cores;
  8. Auxilia no diagnóstico precoce da Retinopatia da Prematuridade (ROP) e do Retinoblastoma;
  9. Permite que as imagens sejam armazenadas no equipamento, gravadas em CD, impressas ou enviadas eletronicamente; e
  10. Possibilita que o paciente fique deitado durante o exame, facilitando a realização do procedimento em prematuros, bebês ou crianças.

Doenças que o retinógrafo pode detectar 

Estudos apontam que mais da metade dos casos de cegueira (60%) são evitáveis e que 40% dos diagnósticos têm conotação hereditária. Dentro desse contexto, é animador saber que o retinógrafo é capaz de detectar  doenças como:

  • PHPV;
  • TORCH;
  • Catarata;
  • Glaucoma;
  • Coloboma Íris;
  • Córnea Opaca;
  • Zika Congênita;
  • Cicatriz Corneal;
  • Posição do olhar;
  • Doença de Coats;
  • Coloboma Retinal;
  • Retinoblastoma (RB);
  • Síndromes Congênitas;
  • Infecções das pálpebras;
  • Shaken Baby Syndrome;
  • PHPV, Norrie & TORCH;
  • Hemorragia de Retina e Macular;
  • Retinopatia da Prematuridade (ROP);
  • Familial Exudative Vitreoretinopatia (FEVR); e
  • Ptosis e condições inflamatórias e infecciosas.

Benefício para as crianças

O retinógrafo é capaz de detectar doenças infecciosas contraídas pelas mães e que causam alterações no fundo do olho dos bebês, afetando a visão da criança. Entre elas, se destacam toxoplasmose, sífilis, herpes e zika vírus. Esta última, atinge o sistema nervoso central, comprometendo a retina. Em resumo, o diagnóstico precoce, por meio do que se chama de Teste Digital do Olhinho, é de fundamental importância para a saúde dos recém-nascidos.

Custo-benefício do retinógrafo

O retinógrafo apresenta um excelente custo-benefício para os médicos oftalmologistas, enquanto auxilia no diagnóstico precoce, controle e prevenção de doenças oculares, incluindo as severas e progressivas.

Leia o artigo
Capa do artigo
Oftalmologista: você conhece os direitos da pessoa com visão monocular?

Você sabe informar seus pacientes que possuem visão monocular da forma correta? 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) diz que este é um problema que merece atenção e se caracteriza por ser uma deficiência visual. 

É sabido que esta doença pode ser causada por diversos motivos e entre eles estão os acidentes, glaucomas e também as doenças congênitas, (como tumores e toxoplasmose). 

Realizando uma ultrassonografia diagnóstica você consegue descobrir se o seu paciente possui este problema ou não. É um procedimento não invasivo que pode ajudar na qualidade de vida das pessoas. 

Em 2011, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) passou a considerar a visão monocular como deficiência.  por preencher a cota prevista em lei. 

Quais são os benefícios? 

As pessoas que entram nesta faixa devem receber alguns benefícios especiais, sendo eles:  

  • Sem desconto nos proventos da aposentadoria; 
  • Direito a um reembolso de valores recolhidos nos últimos cinco anos; 
  • Isenção de IPVA; 
  • Isenção de ICMS; 
  • Redução em compras de veículos; 
  • Participar de concursos públicos como portadores de necessidades especiais. 

Os benefícios podem ser modificados de acordo com a legislação de cada estado e por isso é importante ficar informado e se a lei não existir em determinado local, será necessário recorrer diretamente aos direitos judiciais. 

 O que diz a lei da monocular? 

Além disso, em março de 2021 a Lei n. 14.126/2021 entrou em vigor e agora é possível pedir o Benefício de Prestação Continuada (LOAS) no INSS. 

Também existem novas possibilidades, como a isenção do imposto de renda (referente a aposentadoria, pensão e até mesmo na reforma militar). 

Aposentadoria com visão monocular 

As aposentadorias para deficientes servem para pessoas com problemas físicos, mentais, intelectuais e também sensoriais. 

Como este problema de visão é considerado uma deficiência visual, todos os portadores conseguem solicitar uma aposentadoria para deficientes. 

A idade mínima para fazer a solicitação é de 60 anos para os homens, já as mulheres podem solicitar com 55 anos. 

Informações médicas são necessárias? 

Sim, é importante que o próprio médico saiba destes detalhes para que possa informar seus pacientes. 

O problema é que muitas pessoas ainda não sabem disso e não tratam isso como uma deficiência visual, e dessa forma não recebem seus benefícios providos pela lei. 

Por isso, não se esqueça de informar todos os seus clientes que possuírem visão monocular que eles fazem parte da cota de deficientes visuais que podem se beneficiar, de acordo com a lei.  

Leia o artigo