Onde fazer o teste do olhinho no Brasil

O teste do olhinho está entre os quatro procedimentos mais importantes a serem realizados em um bebê no momento do nascimento, juntamente com os exames do pezinho, da orelhinha e do coraçãozinho.

A maioria das crianças cegas nasce com a deficiência ou a adquirem em seu primeiro ano de vida, conforme mostra o estudo “As Condições de Saúde Ocular no Brasil”. Por essa razão, insistimos tanto para que pais e responsáveis por bebês façam o teste do olhinho na criança, idealmente no momento do nascimento e, no máximo, até que ela complete um ano de idade.

Neste post, você vai encontrar informações sobre onde fazer o teste do olhinho.

Onde fazer o teste do olhinho?

Com relação aos locais de realização do procedimento que mapeia a saúde ocular da criança, é importante registrar três informações:

Na rede pública, o exame é obrigatório

De acordo com informações do site do Ministério da Saúde, todo bebê que nasce em maternidades públicas do Brasil tem direito a realizar gratuitamente o Teste do Reflexo Vermelho (TRV), também conhecido como teste do olhinho, além dos outros três anteriormente citados (pé, orelha e coração). Os exames devem ser feitos antes que o recém-nascido tenha alta médica.

Os Planos de Saúde devem absorver os custos

Os hospitais particulares não são obrigados a oferecer gratuidade do Teste do Reflexo Vermelho (TRV). Porém, em junho de 2010, a Agência Nacional de Saúde Suplementar incluiu o TRV entre os procedimentos com cobertura obrigatória pelos Planos de Saúde.

Há hospitais realizando o Teste Digital do Olhinho

Graças a uma iniciativa do programa Juntos Pela Visão Infantil, alguns hospitais públicos e particulares já dispõem de um retinógrafo de última geração para a realização do Teste Digital do Olhinho. A relação das instituições parceiras pode ser observada no site da ação.

Clique aqui e veja os endereços em diferentes estados.

Atenção à saúde ocular da criança nos primeiros anos de vida

Muitas pessoas desconhecem a informação, mas 90% da visão de um ser humano se desenvolve nos dois primeiros anos de vida, enquanto os 10% de desenvolvimento restante acontece entre os sete e nove anos de idade. Por isso, além do acompanhamento médico, é importante ter atenção ao contato excessivo da criança com telas de aparelhos eletrônicos, como computadores, celulares e televisões.

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Teste digital do olhinho dilata a pupila?

Quando o assunto é saúde do bebê todo cuidado é pouco. Por isso é tão natural que na hora de fazer um exame oftalmológico os pais sintam uma uma série de dúvidas, como se o teste digital do olhinho, dilata a pupila, se dói, se demora ou existem riscos e contraindicações. Entenda todas as particularidades dessa triagem, seu funcionamento e resultados.

O teste digital do olhinho dilata a pupila?

Essa é uma das principais dúvidas entre os pais. Dilatar a pupila ainda pode trazer um certo medo quando se trata da visão infantil, mas não há porque se preocupar.

Sim! O teste digital do olhinho dilata a pupila, mas de forma segura e acompanhada por profissionais. Para isso é utilizado um colírio antes do exame iniciar.

A dosagem e o tipo são prescritos pelo oftalmologista responsável, de acordo com a faixa etária.

Após a dilatação é adicionado um gel de interface entre o olho da criança e a lente acoplada à câmera, para que assim sejam feitas as imagens da retina.

O exame é rápido e indolor, indicado para crianças, recém-nascidos e até mesmo bebês prematuros. A dilatação da pupila é um processo seguro e que ajuda ao Retcam garantir excelentes imagens, permitindo a análise do nervo óptico e da retina.

Quais são os colírios utilizados para a dilatação?

No Brasil, o colírio mais utilizado para dilatar a pupila durante o teste digital do olhinho é a Tropicamida 1% e Fenilefrina 2,5%. A Academia Americana de Pediatria indica também o uso de duas outras opções, a Tropicamida 1% e Ciclopentolato 0,25% e Fenilefrina 2,5%.

O uso de qualquer um desses colírios é seguro, e a escolha de qual será usado deve ser feita pelo próprio oftalmologista. 

Por que o teste digital do olhinho?

A cada minuto uma criança fica cega no mundo. O dado é assustador, mas 80% desses casos poderiam ter sido evitados com um diagnóstico precoce. Isso já é suficiente para traduzir a necessidade de cuidar da visão desde o nascimento do bebê.

Ainda nas maternidades deve ser feita a primeira triagem oftalmológica, Teste do Reflexo Vermelho. Ele é prático e rápido, entretanto ele é capaz de detectar enfermidades apenas na parte da frente do olho.

O teste digital do olhinho dilata a pupila e é feito com um aparelho retinógrafo de última geração, o Retcam. Ele auxilia o Oftalmologista a detectar enfermidades, na parte posterior do olho, oferecendo uma avaliação de até 130º, possibilita uma avaliação abrangente da periferia ocular.

Sem dúvidas, o teste digital do olhinho é um dos grandes aliados na prevenção à enfermidades oculares em crianças, para saber mais sobre esse exame leia sobre tudo que você precisa saber antes de fazer o teste do olhinho.

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Teste do olhinho alterado: cinco doenças que podem causar

Estima-se que anualmente 500 mil crianças ficam cegas no mundo, de acordo com dados do Programa Visão 2020 do IAPB. A informação reforça a necessidade de atenção de pais e responsáveis quanto à saúde ocular dos jovens, inclusive procurando orientação médica adequada  quanto à rotinas de prevenção e tratamento, principalmente em caso de teste do olhinho alterado.

O que é o teste do olhinho

O teste do olhinho é um exame que serve para diagnosticar precocemente doenças que prejudiquem a visão do bebê ou da criança. Ele pode ser realizado em duas versões:

1. Teste do Reflexo Vermelho

Realizado com o auxílio de uma lanterninha, no Teste do Reflexo Vermelho (TRV) o médico direciona um feixe de luz ao olho do bebê que indica o estado de saúde do olho da criança. Na rede pública, o exame é gratuito e obrigatório, enquanto na rede privada é possível garantir a gratuidade caso o paciente possua plano de saúde.

2. Teste Digital do Olhinho

Graças a um retinógrafo de última geração, o Teste Digital do Olhinho mapeia 130 graus do globo ocular por meio de uma sonda que é encostada no olho do bebê para fotografar sua retina, de maneira rápida, indolor e precisa. Alguns hospitais da rede pública e privada, parceiros da ação Juntos Pela Visão Infantil, já dispõem do aparelho.

Os principais problemas oftalmológicos detectados no nascimento

De acordo com o estudo As Condições de Saúde Ocular no Brasil 2019, a maioria das crianças cegas nascem com a deficiência ou a adquirem em seu primeiro ano de vida. As causas de cegueira na infância variam, mas, conforme mostra o relatório, as principais evitáveis são:

1. Retinoblastoma (RB) – Tumor maligno embrionário, originário de células da retina, a parte do olho responsável pela visão. Pode se apresentar no nascimento ou até os cinco anos de idade.

2. Zika Congênita – Bebês infectados pelo zika ainda no ventre materno pode, entre outras patologias e enfermidades, sofrer danos no desenvolvimento visual.

3. Distrofia retiniana – Alteração ocular que provoca a diminuição lenta e progressiva da visão. Trata-se de uma doença hereditária que manifesta-se após o nascimento em decorrência de uma alteração genética.

4. Toxoplasmose Congênita – doença que resulta da infecção do parasita Toxoplasma gondii. 

5. Retinopatia de prematuridade – Malformações dos vasos sanguíneos que nutrem a retina em decorrência de um parto prematuro.

O estudo do Conselho Brasileiro de Oftalmologia estima que 40% das causas de cegueira infantil são evitáveis ou tratáveis. Então, antes de deixar a maternidade ou diante de qualquer alteração nos olhos da criança, pais e responsáveis devem procurar um especialista para checar a saúde ocular. Prevenção e tratamento estão entre os direitos básicos de qualquer cidadão!

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Saiba até quando o teste do olhinho pode ser realizado em crianças

O teste do olhinho vem ganhando cada vez mais notoriedade sobre sua importância, tal como aconteceu com o teste do pezinho. Este é um exame realizado logo nos primeiros momentos de vida de um recém-nascido e garante que diagnósticos importantes sejam feitos para identificar possíveis problemas de visão em crianças.

Atualmente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, mais de 80% dos casos de cegueira (inclusive a cegueira infantil) poderiam ser evitados com a realização de um diagnóstico precoce. Este é um dado assustador, mas que pode jogar uma luz sobre a real importância do teste do olhinho. 

Mas afinal de contas, até qual idade é recomendado que se faça o teste do olhinho?

Os cuidados no primeiro ano do bebê

É recomendado que o teste do olhinho seja realizado logo nos primeiros minutos de vida do bebê. Na maioria dos hospitais ele é oferecido através do teste do reflexo vermelho, feito de forma manual pelo médico pediatra. Porém, existe o exame do olhinho digital, feito por Retinógrafos de última geração, como o RETCAM, que pode diagnosticar um número muito mais expressivo de problemas de visão em crianças. 

Esse exame consiste em uma documentação fotográfica panorâmica da retina, do fundo de olho e do nervo óptico e, dentre as doenças diagnosticadas no exame do olhinho digital, estão a retinopatia diabética, o glaucoma, oclusões vasculares da retina, alterações e deformações retinianas  e até estudo de tumores oculares como o retinoblastoma que acomete principalmente as crianças.

Se seu bebê, porém, já saiu da maternidade e não realizou o teste do olhinho, saiba que até o primeiro ano completo é possível realizar o exame e garantir que tenham sido verificadas todas as probabilidades de problemas de visão em crianças, garantindo inclusive uma incidência muito menor de chance de uma cegueira infantil. 

Para crianças acima de um ano sem o exame do olhinho

Apesar do teste do olhinho ser um exame de suma importância, inclusive no diagnóstico do Retinoblastoma, caso a criança não passe por ele nos 12 primeiros meses, ainda assim são recomendados cuidados com a visão infantil na busca de evitar problemas de visão em crianças. Isso porque, após o primeiro ano, muitas das doenças diagnosticáveis no exame do olhinho já terão progredido a níveis não tratáveis, como é o caso do câncer ocular. Mas, mesmo após esse prazo, é recomendado que as crianças passem pelo mesmo exame com 3 ou 4 anos, e depois, com 6 ou 7 anos

O ideal é que a criança seja levada o mais rápido possível para sua primeira consulta no oftalmologista, pois além das doenças oculares já citadas, comumente crianças em idade escolar podem também apresentar outros problemas como o estrabismo, erros refrativos (como a miopia e o astigmatismo), conjuntivite sazonal e a ambliopia. Essas doenças oculares podem diminuir muito a qualidade de vida dos pequenos, atrapalhar o seu desenvolvimento e até levar a uma possível cegueira infantil

Por esses motivos, é importante que eles sejam acompanhados periodicamente por um médico oftalmologista. Fique sempre atento a sinais como falta de atenção extrema, dores de cabeça, dificuldade na leitura, reclamações constantes sobre incômodo nos olhos e outras características que podem sinalizar um possível sinal de problemas de visão em crianças.

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