O panorama da catarata no Brasil

Uma pesquisa recente feita pela Clínica de Oftalmologia Integrada (COI), do Rio de Janeiro, mostrou que 52% dos adultos com mais de 60 anos vão ao oftalmologista para tratar catarata. Com um índice de 51%, a doença é uma das principais causadoras de cegueira no mundo, de acordo com a OMS, e pode ser evitada com consultas regulares ao oftalmo. 

Para isso, é fundamental que os médicos da especialidade estejam sempre atualizados com o que existe de melhor não apenas em termos de estudos e conhecimentos relacionados aos tratamentos, como também munidos de equipamentos oftalmológicos de ponta em seus consultórios. 

Tratamentos tecnológicos 

Por se de tratar de uma lesão que deixa o cristalino opaco e compromete a visão, o tratamento mais eficaz, por enquanto, é a cirurgia de catarata. O processo consiste na remoção do cristalino danificado e na substituição deste por uma lente artificial que pode ajudar na recuperação da visão perdida. 

Para auxiliar na cirurgia de catarata, o médico pode contar com a tecnologia de equipamentos oftalmológicos, como: 

Catarhex: Plataforma portátil que pode ser transportada para fora do consultório e que realiza cirurgia de catarata com segurança em qualquer lugar.  

FAROS: Dispositivo multifuncional e de fácil utilização, desenvolvido para cirurgias oculares de alto nível e precisão.  

Ambas plataformas funcionam da mesma foram para a cirurgia de catarata, e são de fácil operação, além de contarem com painel de controle intuitivo, bomba SPEEP, tecnologia easyPhaco, monitoramento apurado do fluxo com bomba peristáltica, dentre outras características focadas em ajudar o médico a realizar o procedimento com segurança.   

Além dessas soluções, o OS4 também é indispensável para o tratamento da catarata, dotado de inúmeros recursos inovadores que propiciam precisão e segurança para cirurgias oculares. Ele também conta com as tecnologias citadas, além da lâmina afiada Caliburn, que reduz a força de penetração e resulta em uma geometria de corte perfeita na esclera. É considerado uma plataforma all-in-one, e realiza cirurgias de vitrectomia, glaucoma e catarata.  

As lentes terapêuticas também têm ganhado cada vez mais espaço no tratamento da doença. É o caso da TRIVA, uma lente intraocular para catarata trifocal, que se adapta a qualquer distância. Também é uma ótima alternativa para pessoas entre 65 e 75 anos que usam dispositivos digitais no Brasil e sofrem com a catarata. Neste caso, a LIO trifocal TRIVA atende perfeitamente a esta realidade e facilita a vida destas pessoas, libertando-as do uso dos óculos regulares, tornando a experiência com as telas menos desconfortável.  

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Aniridia tem tratamento. Saiba como funciona a Iris Artificial

Você sabe o que é Aniridia 

Caso não tenha a doença ou não conheça alguém que seja acometido por ela, provavelmente nunca ouviu algo sobre a tal. 

Não tão conhecida popularmente, a Aniridia é um distúrbio ocular associado, em sua maioria, a fatores genéricos e que afeta uma pessoa a cada 50 a 100 mil nascimentos. Ela se dá pela má formação da íris, parte colorida do olho, deixando a pupila bem maior que o normal. Pode ocorrer também em caso de acidentes. 

Sua causa resulta da alteração de um gene localizado no braço curto do cromossomo 11, responsável por comandar vários processos genéticos envolvidos no desenvolvimento ocular. 

Os efeitos causados pela Aniridia na visão 

A forma como a doença prejudica a visão depende muito de sua extensão e de quais partes do olho são afetadas. As pessoas acometidas pela Aniridia podem ter uma visão de muito boa a muito ruim, e a maioria delas está entre esses extremos.  

Além da íris, ela pode afetar a córnea (aumento do risco de abrasões e cicatrizes), as estruturas angulares (causando glaucoma em aproximadamente 50% dos pacientes), o cristalino (causando catarata em 50 a 80% dos pacientes), o nervo óptico (por exemplo, hipoplasia) e a retina (por exemplo, hipoplasia foveal).  

Além disso, as crianças costumam ter algum grau de nistagmo, o que prejudica a qualidade visual, bem como as pupilas grandes, que causam sensibilidade à luz. 

A boa notícia é que pode ser facilmente identificada e há formas de tratá-la. 

O diagnóstico 

O diagnóstico da Aniridia é clínico, por meio de observação médica, e a confirmação acontece com teste genético. Pessoas com suspeita da doença devem consultar um oftalmologista o quanto antes para diagnosticar e tratar outras possíveis alterações.  

Tratamento para Aniridia 

A Aniridia não tem cura e as crianças diagnosticadas precisam de exames oftalmológicos regulares para avaliar a visão, a necessidade de óculos e para triagem de glaucoma e catarata.  

No caso de desenvolvimento de glaucoma, o tratamento é com colírios, mas pode exigir cirurgia. Se a visão for reduzida por uma catarata, a remoção do cristalino com ou sem um implante de lente intraocular pode ser indicada. A lubrificação da superfície ocular com lágrimas artificiais pode ajudar nos problemas da córnea. 

Há, ainda, como tratar e solucionar os sintomas com o uso da prótese de íris. 

Conheça a Íris artificial 

O implante de íris dobrável é uma alternativa satisfatória de tratamento para Aniridia, proporcionando recuperação médica e estética.  

A Íris Artificial Humanoptics, disponibilizada no Brasil pela Advance, é a opção ideal para casos da doença total ou parcial. Feita de um silicone altamente biocompatível e flexível, viabiliza uma variedade de métodos de implantes de acordo com as condições específicas do olho afetado, ainda pode ser combinada com quase todos os modelos de lentes intraoculares.  

Os benefícios surpreendem: no dia seguinte, os pacientes podem usar os olhos normalmente.  ​E dentre os resultados está a redução da sensibilidade à luz, com diminuição de fenômenos fóticos, aumento da sensibilidade ao contraste e eliminação de defeitos de transiluminação. 

Para a aplicação da íris artificial é preciso ter a partir de 21 anos e antes fazer a cirurgia de catarata. Não há contraindicações e o pós-operatório consiste em repouso físico de 7 a 10 dias para retomada das atividades normais e de aproximadamente 30 dias para recuperação visual perfeita.

O implante deve ser feito por profissional certificado e não pode ser usado para fins estéticos (mudança de cor da íris). Vale destacar que não existe no mercado técnica para tal que seja recomendada. 

Para saber mais sobre o tratamento da Aniridia com íris artificial, consulte um cirurgião oftalmologista certificado, que fará uma avaliação detalhada e solicitará os exames necessários. 

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Sinais oculares que podem indicar doenças crônicas em adultos e crianças

Exames oftalmológicos como o mapeamento da retina ajudam a diagnosticar não apenas doenças da visão, mas também podem detectar sinais de outras doenças presentes no corpo do paciente.

Neste post exploraremos quais sinais detectados em exames como o mapeamento da retina podem significar doenças que vão além da visão, buscando ajudar o profissional a desenvolver um protocolo de avaliação funcional da visão mais eficiente e de maior benefício para o paciente.

Quais doenças podem ser detectadas em exames como o mapeamento da retina?

O mapeamento da retina e outros tipos de exames oftalmológicos podem encontrar nos olhos de um paciente sinais que podem significar a presença de outras doenças não oculares. A seguir compilamos uma lista com algumas dessas doenças e quais exames podem detectá-las.

  • Diabetes
    A Diabetes é conhecida por causar vários distúrbios da visão devido à alta concentração de glicose no sangue. Complicações como a retinopatia diabética (lesões na retina e nos vasos sanguíneos), glaucoma (aumento da pressão intraocular) e catarata (opacidade do cristalino) são todas detectáveis com um mapeamento da retina
  • Doenças do fígado
    Olhos amarelados podem ser sinal de problemas no fígado do paciente. Este amarelamento ocorre quando o fígado está produzindo a enzima bilirrubina em quantidade muito elevada, o que pode indicar inflamação do fígado, hepatite, cirrose e câncer.
  • Zika, dengue e chikungunya
    Um paciente reclamando de dor ocular, principalmente se a sensação da dor parece vir de trás do olho, pode estar sendo afetado por alguns desses vírus transmitidos pelo mosquito Aedes Aegypti. Uma vez descartadas as possibilidades de outras causas de dores oculares, um exame laboratorial pode ser necessário.
  • Toxoplasmose
    A Toxoplasmose ocorre quando o paciente ingere alimentos ou líquidos que estejam infectados com o protozoário Toxoplasma Gondii. Uma das maneiras que esta doença se manifesta é através de pupilas constantemente contraídas, sintoma clássico da Uveíte. A melhor maneira de diagnosticar a Uveíte é através de exames de imagem e de sangue.
  • Hipertireoidismo
    Esta doença se caracteriza pela produção acelerada dos hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). Este distúrbio pode gerar diversas complicações de saúde, dentre elas, a Doença de Graves. Esta doença causa irritação dos olhos e das pálpebras, fotofobia (sensibilidade à luz), olhos saltados e avermelhados, e dor ao movimentar os olhos. A fotofobia pode ser detectada com um oftalmoscópio, enquanto que os outros sintomas são bem aparentes à olho nu.

O uso da tecnologia na oftalmologia é cada vez maior, trazendo benefícios não só para tratamentos, como também em ferramentas para auxiliar em diagnósticos mais precisos, rápidos e confiáveis.

Tecnologias para auxiliar em diagnósticos

Aparelhos como o RetCam Envision, que conta com Angiografia, promovendo um maior contraste para análise mais detalhada das estruturas do fundo do olho, auxiliam no mapeamento da retina ajudando a perceber sintomas mais sutis com maior facilidade e a diagnosticar uma maior gama de doenças no paciente. Como visto neste post, muitas dessas doenças não se limitam apenas aos olhos.

Um protocolo de avaliação funcional da visão completo que conta com aparelhos de alta tecnologia para auxílio e potencialização de diagnósticos traz vantagens tanto para pacientes quanto para clínicas, que podem indicar e planejar tratamentos mais adequados e eficientes tendo um conhecimento mais profundo do quadro do paciente.

 

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Catarata em crianças: saiba como orientar os pais

A catarata é a principal doença causadora de cegueira no mundo todo, entre todas as idades, segundo relatório da OMS de 2021. A catarata em crianças é responsável por 10 a 38% das causas que levam à cegueira evitável, sendo um problema real para a visão infantil. 

Muitas pessoas associam a catarata como um problema de adultos maiores de 60 anos. Por isso, muitos pais podem ser surpreendidos ao levar os filhos ao consultório e se depararem com o diagnóstico. Portanto, aqui vão algumas sugestões para orientar os familiares de crianças diagnosticadas com catarata. 

Catarata em crianças tem cura!

Talvez essa seja a primeira pergunta que os pais da criança fazem. Procure tranquilizá-los nesse sentido. Deixe claro desde um princípio que a catarata em crianças é tratável, inclusive tendo casos em que não seja necessária intervenção cirúrgica. Embora, sempre devemos colocar essa possibilidade como a mais frequente solução para o problema.

Procure explicar, de maneira clara, o tipo de catarata que acomete a criança e qual o tratamento, sendo: 

  • Catarata polar interior, localizada na parte frontal, não é necessário intervenção cirúrgica em alguns casos;
  • Catarata polar posterior acontece na parte posterior do cristalino, ocorrendo opacificação bem aparente;
  • Catarata nuclear, o tipo mais comum de catarata congênita. Se dá na parte frontal do olho;
  • Catarata cerúlea, costuma aparecer nos dois olhos da criança. Não causam prejuízo para a  visão e se apresentam como pontos azuis no cristalino.

No caso da intervenção cirúrgica, uma boa forma de abordar, é com vasto material explicativo que demonstra as técnicas disponíveis, a recuperação e o pós-operatório. Ou seja, explicar do que se trata a remoção do cristalino, como é a anestesia, como se dá um olho por vez, os colírios que a criança terá de usar, qual a idade mais indicada para se realizar e tranquilizar os progenitores sobre a recuperação pós-intervenção. 

A catarata infantil pode ser mais comum que se imagina!

Outro ponto importante é esclarecer por que não é raro que apareça em bebês e como isso afeta a visão infantil.

Neste sentido, deve-se demonstrar que a catarata é uma doença que conduz à opacificação ou perda da transparência do cristalino do olho, nossa lente natural. De que esta pode ser congênita ou adquirida. No caso da congênita,  é aquela que está em nosso DNA. Ou seja, é o tipo de catarata que se manifesta nos primeiros anos de idade e, por isso, muitas vezes denominada catarata infantil ou catarata em crianças. Enquanto a catarata adquirida, mais comum em adultos, é o desgaste natural do cristalino. 

Ressaltar importância do acompanhamento médico no diagnóstico

Sabemos que no caso da catarata congênita, o diagnóstico e tratamento precoce são metade do sucesso para a cura total. Por isso, reforce a importância do teste do olhinho e o acompanhamento com o oftalmologista regularmente.

A catarata congênita é detectável desde os primeiros dias de vida. Portanto, vale reforçar aos pais a importância de se realizar o Teste do Reflexo Vermelho (TRV) ainda nos primeiros dias de vida da criança e manter consultas regulares com oftalmologistas. Vale lembrar ainda que, em alguns estados do Brasil, o teste do olhinho já é obrigatório, tal como o teste do pezinho. 

Informe os pais sobre a simplicidade da realização do teste do olhinho, que não é invasivo e se trata de iluminar os olhos da criança com um feixe de luz para tratar de detectar a existência de obstáculos que impeçam o reflexo da luz projetada. Este exame pode ser feito por um profissional e repetido caso seja detectado qualquer mancha ou alteração nos olhos.

Informe possíveis causas da catarata infantil

Embora não se tenha uma causa específica, a catarata em crianças pode ser resultado de problemas na gravidez, infecções intra-uterinas, rubéola, herpes, toxoplasmose e mesmo causas hereditárias. Tudo isso é válido para informar aos pais, afinal informação e prevenção nunca é demais.

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