Como a exposição ao sol pode afetar os olhos

Não é de hoje que ouvimos falar sobre os danos que a exposição prolongada – e sem proteção – ao sol pode gerar na pele do rosto e do corpo. Isso inclui o Melanoma, câncer mais letal que acomete a pele, sendo responsável por 75% dos casos de morte devido ao câncer nesse órgão.  

Hoje nosso alerta vai além disso: os danos causados aos olhos pelos raios UV. É isso mesmo, não é só a pele que sofre com a exposição desprotegida ao Sol.  

Danos aos olhos: dentre eles, causa catarata   

A luz emitida pelo sol é composta por ondas eletromagnéticas de diferentes comprimentos. Juntas, elas são chamadas de espectro luminoso e a luz que enxergamos a olho nu é uma pequena parte desse conjunto. Há luzes que não são possíveis de se observar, como a ultravioleta.  

O problema fica justamente na radiação que não enxergamos e seus danos variam conforme o grau de exposição ao Sol. A exposição a quantidades excessivas de radiação UV por um curto período pode causar ceratite, que é uma ‘queimadura’ da córnea, causando dor, vermelhidão, lacrimejamento, fotofobia e sensação de areia nos olhos.  

A exposição prolongada, por sua vez, causa catarata por aumentar a possibilidade do desenvolvimento dessa doença, assim como de pterígio, câncer de pele nas pálpebras, lesões na retina (degenerações) e complicações para alguns tipos de cirurgias refrativas corneanas.  

Como evitar  

É importante considerar que os efeitos da radiação UV sob a pele são cumulativos. Com isso, quanto mais você se expõe a ela, maiores serão os riscos de, com o tempo, surgirem os problemas de visão mencionados acima e que podem, inclusive, se agravar, como é o caso da cegueira por catarata. 

Assim, é recomendado usar óculos escuros de boa qualidade e que ofereçam proteção adequada aos olhos durante todo o ano, não apenas no Verão. Para acertar na escolha, saiba que devem ter filtros UV, camada protetora que pode ser aplicada a óculos de grau e de sol, oferecendo mais conforto e segurança a quem usa.  

E lembre-se: a utilização de óculos de sol com proteção UV é importante para todos: crianças, adultos e idosos.  

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Além da genética, saiba quais são outros fatores que causam miopia

Em recente matéria, o jornal El País em sua coluna de Ciência, o especialista em miopia, Chris Hammond, afirma que existe uma epidemia de Miopia. Tudo indica que para que a Miopia, um erro refrativo, se torne uma epidemia, somente causas genéticas não explicariam.  

Particularmente, nos últimos dois anos, com a pandemia de coronavírus, estudos no Reino Unido, na China e também registros relatados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), demonstram aumento de até 100% de casos de miopia, bem como da progressão do grau da mesma em quem já tem a condição, aumentando incidência de alta miopia, quadro que pode levar a doenças mais graves e até perda da visão.

Há também, cada vez mais procura por cirurgia para corrigir miopia.

Segundo a OMS, são 59 milhões de míopes no Brasil e, no mundo, 2,6 bilhões. Há estimativas de que até 2050, os míopes sejam a metade do planeta. 

Não é só a genética

miopia ocorre quando há um crescimento maior do globo ocular ou mesmo uma curvatura maior da córnea, gerando um erro refrativo em que a imagem é formada antes da retina. Ela tende a se estabilizar de 18 a 21 anos.

O que já é consenso na ciência há um bom tempo, no entanto, é que, embora as causas genéticas sejam um fator preponderante no aparecimento de miopia, há outros fatores que podem levar ao seu aparecimento ou mesmo à progressão do grau. 

Vejamos alguns deles:

Pouca atividade ao ar-livre

Especialmente as crianças, mas também adultos, que têm pouca atividade ao ar livre têm mais propensão a desenvolver miopia ou aumentar o grau da mesma. Isso está relacionado com dois fatores. Um, de que, em geral, quando se fica muito em casa, seja para estudo ou trabalho, estamos mais tempo expostos ao esforço do campo visual imediato, ou seja, olhando por muito tempo seguido as coisas mais de perto. 

De acordo com estudos recentes, há relação com o desenvolvimento do alongamento do globo ocular, causando o surgimento do erro refrativo. 

Outro fator, porém, tem a ver com a luz do sol: Segundo estudos de uma universidade alemã, o sol produz neurotransmissores que desaceleram o alongamento do globo ocular, logo, quem tem pouca exposição à luz do sol, teria um aceleramento do mesmo.

O estudo de Freiburg, Alemanha, também calcula que há probabilidade até 5 vezes maior no aparecimento da miopia em pessoas com pouca exposição ao sol e até 16 vezes se, somado a isso, existir muito esforço do campo imediato (focar muito para perto).

Uso excessivo de aparelhos eletrônicos e telas

Como mencionado acima, o aumento de casos de miopia, chegando a ser considerado uma epidemia, já preocupava a OMS antes mesmo da pandemia de coronavírus. Isso porque a incidência de outras doenças mais graves são mais prováveis em míopes, mais ainda em altos míopes. 

Estudos indicam que este aumento vem na esteira do aumento do uso de telas, a ponto de já existir uma doença tipificada como Síndrome Visual do Computador (SVC). O mencionado estudo chinês, publicado no JAMA, conclui com estes dois cenários (pré e pós-pandemia), que há relação do aumento de casos com uso excessivo de telas.

Como medida de prevenção, o especialista em miopia, o Oftalmopediatra Rubens Amorim, em entrevista ao portal Meio Norte, indica a regra do 20-20-20. A cada 20 minutos focando um objeto de perto, fazer uma pausa de 20 segundos e olhar um objeto que esteja a cerca de 20 pés, ou seis metros.Outra dica importante é se consultar regularmente com oftalmologista, se indicado, optar pela cirurgia para corrigir a miopia, ou mesmo, o uso do óculos, evitando problemas maiores e até a perda da visão.

 

É possível evitar a progressão do Ceratocone?

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Entenda como cuidar da sua visão depois da cirurgia de correção com lentes intraoculares

Pacientes com alto grau de miopia, cada vez mais, têm optado pela cirurgia de correção com lentes intraoculares, em substituição aos tradicionais óculos e lentes de contato ou mesmo às tecnologias de cirurgia à laser.

Dentre outras vantagens, as lentes intraoculares (LIO) não precisam ser trocadas para o resto da vida e o paciente, geralmente, estará com a visão perfeita em poucos dias.

A seguir, vamos esclarecer alguns pontos sobre as lentes implantáveis. Contudo, é sempre bom lembrar que o implante intraocular não é para qualquer um e há restrições específicas, como não ter alteração no grau nos últimos 6 meses. Isso é importante recordar, porque a miopia aumenta!

A partir de quantos graus de miopia posso fazer cirurgia de correção refrativa?

As lentes implantáveis são recomendáveis às pessoas com moderado e alto grau de miopia,  e para pacientes que não podem ser operadas por laser. Mas isso deve ser analisado caso a caso. Por isso, não deixe de consultar um médico oftalmologista.

EVO Visian ICL™: Nova geração de Lentes Intraoculares

Desde 2020, no Brasil, já temos à disposição tecnologia exclusiva e de ponta no ramo de lentes implantáveis intraoculares. Trata-se da EVO Visian ICL™.

As lentes ICL são implantadas sem a remoção do cristalino do olho, o que é comumente o processo das lentes implantáveis de catarata, por exemplo. Também não há desgaste da córnea como acontece nos procedimentos à laser.

Outra grande diferença é a opção de reverter o procedimento através de um explante, cujo procedimento é rápido e indolor e permite que o paciente possa atualizar as lentes ou tratar outros problemas de visão ao longo da vida.

E mais: para a maior segurança dos pacientes, os médicos que trabalham com as lentes ICL são todos treinados e certificados.

Como é o pós-operatório do implante das lentes ICL?

Outro ponto de atenção de todo paciente que busca uma operação corretiva é o pós-operatório. É comum notícias alarmantes de que maus cuidados possam levar a problemas sérios e até mesmo perda da visão.

Porém, podemos nos tranquilizar com relação às lentes implantáveis, especialmente a EVO Visian ICL. Em geral, o procedimento é rápido e indolor e a recuperação se dá em poucos dias.

No entanto, sempre são necessários cuidados específicos e uma atitude de prevenção para uma boa e completa recuperação.

Vamos listar alguns itens importantes:

– Evitar apertar e coçar os olhos;
– Esforços físicos moderados poderão retornar em 3 dias;
– Não forçar a visão nos 3 primeiros dias;
– Retorno ao trabalho é possível em 2 a 4 dias;
– Evite esporte de contato nos 15 primeiros dias;
– Fazer o acompanhamento com o médico oftalmologista;
– Entrar em contato em caso de qualquer desconforto;
– Usar óculos de sol nos primeiros dias para maior proteção.

Quais cuidados tomar com as novas lentes intraoculares?

No caso das lentes ICL Visian, como é feita de material biocompatível e flexível, nenhum cuidado com a lente especificamente é necessário, além dos cuidados naturais do pós-operatório. Como o material tem uma durabilidade muito maior do que a vida média das pessoas, o mesmo não requer manutenção e deve durar por toda a vida.

 

É possível evitar a progressão do Ceratocone?

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Alta miopia pode causar cegueira? Entenda tudo

A miopia é um problema nos olhos que causa a dificuldade para enxergar de longe. Quem tem o problema possui um formato de globo ocular mais longo do que o comum e, com isso, os raios de luz são absorvidos antes de chegar na retina. Isso faz com que os olhos distorçam as imagens, o que consequentemente provoca um impasse na visão.

Esse fenômeno também é chamado de alongamento axial e atinge cerca de 45,7 milhões de brasileiros, sendo que pelo menos 6 milhões possuem o que se chama de alta miopia, aquela com mais de 6 graus. Apesar de comum, esse é um dos principais fatores que causam a cegueira. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a alta miopia é a terceira causa de cegueira no mundo.

Como tratar a alta miopia?

O risco de perda da visão causado da alta miopia está relacionado ao aumento do comprimento axial do olho. Pode provocar o descolamento da retina, edema na mácula (porção central da retina), catarata e problemas de circulação que podem levar à degeneração da retina e ao glaucoma. Por isso, muitas pessoas investem na correção da miopia com o implante de lente intraocular ICL. A cirurgia é indicada para miopia entre 6 e 23 graus, mas não pode ser feita em gestantes, pessoas com glaucoma, doenças na retina ou estabilidade do grau menor que um ano.

Apesar da correção ser efetiva e trazer benefícios à saúde ocular, os cuidados oftalmológicos não devem ser descartados. Isso porque o implante corrige a visão, mas não altera o comprimento do globo ocular. Por isso, o risco de contrair as doenças ainda vão existir e, para preveni-los, é necessário que os pacientes continuem o acompanhamento com um especialista em miopia e estejam em dia com seus exames.

Quais são as causas?

A miopia é, no geral, causada pela hereditariedade. Quando um dos pais ou ambos são míopes, as chances de os filhos apresentarem o problema são altas.

Além disso, estudos também demonstram que a miopia pode estar relacionada ao excesso de esforço visual que fazemos quando dedicamos horas em frente às telas, sejam elas de computador, celular ou televisão. Nesse caso, fala-se da miopia acomodativa, que é uma dificuldade temporária de enxergar à distância. Ela pode se tornar permanente caso o hábito persista ou não seja tratado. Justamente por esse motivo, alguns especialistas recomendam que crianças descansem os olhos após o contato com telas.

Outros estudos ainda apontam que a falta de atividade ao ar livre pode danificar a saúde ocular e causar miopia, já que a maior iluminação dos ambientes externos faz a pupila contrair e ajuda aprofundar o foco.

Como prevenir?

As principais formas de prevenir e melhorar a saúde ocular são simples: é preciso estar em dia com o acompanhamento médico para analisar possíveis chances de desenvolver o problema e investir em métodos como as atividades ao ar livre e alimentação adequada.

 

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